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ANÁLISE DE TODOS OS SUPLEMENTOS DO MERCADO PARTE 2

Parte 3

Parte 1

Continuação do texto enviado pelo Professor de Educação Física – Flávio Lopez

Para dar uma força para os leitores do Treino Pesado, resolvi fazer uma relação resumida, com uma análise de prós e contras,  de todos os suplementos que são vendidos nas prateleiras da lojas, importados e nacionais. Na verdade, podemos pensar como um material para uma consulta rápida. E caso falte algum, o que é possível que aconteça, peço para quem notar essa falta, que envie o nome do produto para o email aqui do site, o  bigfred@treinopesado.com.br, e eu vou incluir nesse nosso “dicionário”.
E também resolvi dar uma pontuação para cada produto, com notas de 0 a 5. Zero é lixo, e 5 é excelente :
5 – Excelente, use, bons resultados com um bom custo;
4 – Bom, use, bons resultados, embora você precise gastar uma grana;
3 – Razoável, nem todos tem resultados, e caro, não vale o risco;
2 – Fraco, caro, quase ninguém se beneficia, e ainda custa uma grana;
1 – Ruim, esqueça, caro, e não acontece nada;
0 – Lixo, total perda de grana, enganação.
Nesse julgamento, não fiquei preso, apenas, a eficácia do suplemento, mas também ao preço, afinal é preciso ter na cabeça essa relação de custo benefício. De nada adianta aparecer um produto que seja um show em termos de resultados, mas que você tenha que vender sua mãe e sua sogra (bom, no caso da sogra, para alguns talvez seja um bom negócio…) para usar. E digo isso porque tem coisa no mercado americano que sai mais caro de que comprar GH.

Nossos leitores notaram mais três ausências no artigo anterior, a glutamina, a maltodextrina e a dextrose. Então, para corrigir a falha, antes de continuar, vamos com arrumar a bagunça.

GLUTAMINA - Um dos aminoácidos mais abundantes no nosso organismo, e com alta concentração nos músculos. Ainda existem algumas controvérsias se o uso vale a pena ou não. Até alguns anos atrás, já se dizia que atuava em várias funções, como o combate aos radicais livres e fortalecimento do nosso sistema imunológico. Recentemente, aparecem cada vez mais pesquisas demonstrando a importância desse aminoácido no auxílio da síntese de proteína, na hidratação celular e como precursor na produção de nitrogênio. E porque nem todos aprovam a suplementação ? Porque, para nossa realidade, ainda é um produto caro, já que as dosagens efetivas precisam estar entre 0.50 a 0.80 gramas para cada quilo de peso corporal, por dia. Menos do que isso, e nada de bons resultados.
Nota: 4

MALTODEXTRINA
- Forma de carboidrato complexo, com baixo índice glicêmico, o que gera uma liberação de insulina mais estabilizada. É derivada do amino do milho. É usada como fonte de energia e em shakes pós-treino para reposição de glicogênio muscular. Funciona, e é um suplemento barato. 50 a 100 gramas por shake resolvem.
Nota: 5

DEXTROSE
- Ao contrário da Maltodextrina, a Dextrose já tem um alto índice glicêmico, o que significa que tem uma absorção mais rápida, sendo uma boa escolha para quem precisar repor seus estoques de glicogênio com rapidez, e não estiver precisando se preocupar com seu percentual de gordura, sempre lembrando que uma rápida absorção vai gerar um pico de insulina alto. As doses devem ser de 30 a 50 gramas por shake.
Nota: 5
Bom, falha corrigida, continuamos na ordem normal do nosso alfabeto:

N-ACETIL-CISTEÍNA (NAC) – Mais umas das novidades. Trata-se de uma forma do aminoácido essencial cisteína, que é um dos precursores da glutationa, um dos mais forte anti-oxidantes que produzimos. Ao subirmos os níveis dessa substância, diminuímos as chances de overtraining, a aceleramos o processo de recuperação. O problema é a dificuldade em se obter no Brasil, alem do alto custo. Doses de 500 a 1.500 mg por dia.
Nota: 4

NICOTINAMIDA ADENINA DINUCLEOTÍDEO (NADH)
- Outra novidade. Substância também conhecida como coenzima 1, e é uma das formas da vitamina B3, que é de grande auxílio na produção de energia em nível celular. Também tem mostrado ligação com várias funções neurotransmissoras, como o bom humor e a sensação de bem-estar. Os suplementos ricos em NADH ainda são muito caros, com doses de 10 a 20 mg por dia, e para quem treina com pesos, por períodos diários de 40 min a 1 hora, acho que é muita frescura.
Nota: 3

PIRUVATO (Pyruvate) – Um metabólito produzido por certos carboidratos e aminoácidos, e usado na conversão de nutrientes em combustível para energia. Foi lançado nos anos 90, como sendo a última palavra em energético e termogênico. Com o tempo foi caindo no esquecimento, e hoje já quase não se acha. As dosagens recomendadas eram de 10 a 30 gramas por dia.
Nota: 2

QUERCETINA
– Um bioflavonóide, encontrado em várias frutas e legumes. Tem efeitos semelhantes a efedrina e a cafeína, e ainda aparecem estudos demonstrando propriedades anti-oxidantes. Mas, na minha opinião, tem coisa melhor, mais barata, mais fácil de comprar e de eficiência comprovada. As dosagens são vendidas em comprimidos de 500 a 1.000 mg, e quando fazem parte de outros suplementos, as doses já são reduzidas para 50 a 100 mg.
Nota: 2

QUITOSANA – Uma fibra não digerível, que tem a propriedade de atrapalhar a assimilação da gordura, auxiliando em tratamentos de emagrecimento. É extraída da casca de alguns crustáceos, como a lagosta e o caranguejo. A invenção é brasileira, mas os americanos trataram logo de comercializar o negócio. Infelizmente, parece que não tem toda essa eficiência.
Nota: 1

RIBOSE – Novidade lançada como sendo melhor que a creatina. É um tipo de açúcar produzido naturalmente, e usado em diversas funções, como geração de energia. Encontrada em grande quantidade nos músculos, logo alguém concluiu que deveria ajudar no ganho de volume muscular. Ainda faltam estudos que comprovem a real eficácia, e custa uma grana. Os rótulos dos potes recomendam quantidades diárias de 10 a 30 gramas.
Nota: 2

S-ADENOSIL-L-METIONINA (SAMe)
– Novidade. Molécula presente em todos os líquidos que produzimos, e participa de do metabolismo de vários hormônios, neutrotransmissores, ácidos nucleicos e proteínas. Umas das promessas milagrosas, mas que até agora não provaram nada, e custam uma nota preta. Ninguém se entende em qual seria a melhor dosagem.
Nota: 0

SAW PALMETTO – Alguns estudos mostram que esse extrato vegetal tem a capacidade de reduzir a conversão de testosterona em dihidrotestosterona (DHT), e diminuir as chances de problemas androgênicos. Muitos médicos recomendam o uso em tratamentos alternativos para problemas de próstata, e parece que funciona, mas o problema é que ainda é relativamente caro. As doses recomendadas ficam entre 400 e 800 mg por dia.
Nota: 4

SELÊNIO - Mineral de propriedades anti-oxidantes, que assim como o NAC, faz parte do processo de geração de glutationa. Também atua na regulação das funções dos hormônios da tiróide. Com essas funções, pode ajudar na recuperação entre os treinos e no metabolismo de carboidratos e gorduras. Doses diárias recomendadas de 50 a 200 mcg.
Nota: 4

SOJA (Proteína de Soja)
– Forma de proteína de origem vegetal. É bem mais barata que os outros tipos, como a albumina e a caseína. E para muitos estudiosos, tem o mesmo valor biológico. Esse é o problema. Os nutricionistas não entram em um acordo. Enquanto alguns defendem, outros alegam que a qualidade dessa proteína é muito inferior. Na dúvida, prefira as que já sabemos que, de fato, tem uma qualidade melhor. Especialistas recomendam o uso por mulheres, já que alguns componentes tem alta afinidade com os receptores celulares de estrogênio, o hormônio feminino. Mas se a grana estiver apertada, nenhum problema em usar por algum tempo, enquanto não sobra um troco para a Whey.
Nota: 4

ST. JOHN´S WORT (Erva de São João) – Planta usada no tratamento anti-depressivo, problemas de insônia e de ansiedade. Nos EUA e na Europa seu uso é bastante popular. Será que vale a pena ? Eu não acho. Siga a dosagem do rótulo.
Nota: 2

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