Cuidado: fanáticos por bike trabalhando

QUANDO UMA EMPRESA COMO A SPECIALIZED SONHA COM UMA NOVA BIKE, EQUIPES DE DESIGN SÃO MONTADAS, QUADROS DE TESTE SÃO DESTRUÍDOS, E AS APOSTAS SÃO ENORMES. COM A EPIC 2009, UM OBJETIVO GRANDIOSO: CRIAR A MOUNTAIN BIKE MAIS RÁPIDA E ÁGIL DO MUNDO – E GANHAR UM CAMPEONATO MUNDIAL PARA PROVAR O FATO.

Da esquerda para a direita, Anthony Trujillo, Brandon Sloan, Jan Talavasek, Mick McAndrews, Sam Pickman e Chris D'Aluisio

O BANDO DA SPECIALIZED: Da esquerda para a direita, Anthony Trujillo, Brandon Sloan, Jan Talavasek, Mick McAndrews, Sam Pickman e Chris D'Aluisio

Nas Profundesas de um Enorme Galpão.

No norte da Califórnia (EUA), onde fica o lar da Specialized Bicycle Components, há uma sala de testes fechada à chave e com uma única janela. Logo ao lado há uma pilha de quadros de fibra de carbono que foram quebrados, dobrados, torcidos e destroçados – tudo em nome da produção de novas e melhores máquinas. Aqui, o gerente de laboratório Sam Pickman observa um processo que pode ser muito doloroso de ser visto por um amante das bikes: testes de resistência de material em que os quadros são forçados até uma ruptura catastrófica. Agora mesmo, quatro deles estão montados em geringonças de aço que empurram, puxam e flexionam os tubos em várias direções.

A fibra de carbono, uma trama de fios extremamente finos ligados por cristais microscópicos, é um material forte, que cede pouco. Quando um tubo de fibra de carbono finalmente se rompe, ele não dobra e quebra simplesmente. Ele se detona com um som que mais parece um rojão. “Há a expectativa, daí vem o medo. Então, ela explode”, diz Pickman, um engenheiro mecânico magrelo de 27 anos que também é ciclista competitivo. Esse teste de tortura é apenas um passo no complicado processo de se criar uma bicicleta moderna e top de linha. A maioria dos quadros enviados ao laboratório foram desenhados pelos engenheiros da Specialized em seus computadores, depois moldados numa fábrica na Ásia e enviados de volta à specializedepic09_4_clCalifórnia.

O menu de abusos inclui testes de fadiga que simulam um ciclista saltando de um degrau alto e testes de estresse de 24 horas que imitam 15 anos de uso e expõem falhas microscópicas de projeto. Em janeiro de 2008, quando passei pelo laboratório, Pickman estava afundado até os joelhos em quadros quebrados, que haviam sido projetados para uma mountain bike cross-country versão 2009 chamada S-Works Epic, o upgrade da popular Epic 2008 (a designação S-Works é usada pela marca para bicicletas top de linha). Antes que os testes terminem, mais de cem quadros – a espinha dorsal de bikes que serãovendidas por cerca de US$ 8 mil nos Estados Unidos – serão destruídos. De certo modo, melhorias são uma rotina.

Na Specialized elas acontecem a cada poucos anos na maioria dos modelos. Mas os designers decidiram que este projeto de 2009 seria uma oportunidade para, fundamentalmente, repensar a bicicleta. Quando a marca lançou a primeira Epic, em 2001, seu sistema de suspensão nas duas rodas foi uma revolução, mas as outras marcas já se equipararam. A quantidade de planejamento, mãode- obra e despesas que vêm com um redesenho como esse dão um bom estudo de caso sobre o que acontece quando uma empresa de bikes de alto nível resolve aumentar seus próprios padrões. Isso é especialmente verdadeiro no caso da Epic 2009, pois o objetivo agora é nada mais do que criar a mountain bike de corridas mais leve, forte e ágil jamais construída.

2-copy-798-99A idéia era que as vitórias nas competições serviriam como ferramenta de marketing para as outras linhas de produtos. A Specialized colocaria aproximadamente 2 milhões de dólares no projeto de desenvolvimento. A equipe esperava que os atletas patrocinados pudessem mostrar a bike nas competições mais importantes de 2008. O maior desafio recairia sobre Christoph Sauser, profissional suíço cujo objetivo era vencer o campeonato mundial cross-country em junho, em Val di Sole, Itália. “Com a Epic querevendidas por cerca de US$ 8 mil nos Estados Unidos – serão destruídos. De certo modo, melhorias são uma rotina. Na Specialized elas acontecem a cada poucos anos na maioria dos modelos. Mas os designers decidiram que este projeto de 2009 seria uma oportunidade para, fundamentalmente, repensar a bicicleta.

Quando a marca lançou a primeira Epic, em 2001, seu sistema de suspensão nas duas rodas foi uma revolução, mas as outras marcas já se equipararam. A quantidade de planejamento, mãode- obra e despesas que vêm com um redesenho como esse dão um bom estudo de caso sobre o que acontece quando uma empresa de bikes de alto nível resolve aumentar seus próprios padrões. Isso é especialmente verdadeiro no caso da Epic 2009, pois o objetivo agora é nada mais do que criar a mountain bike de corridas mais leve, forte e ágil jamais construída. A idéia era que as vitórias nas competições serviriam como ferramenta de marketing para as outras linhas de produtos.

A Specialized colocaria aproximadamente 2 milhões de dólares no projeto de desenvolvimento. A equipe esperava que os atletas patrocinados pudessem mostrar a bike nas competições mais importantes de 2008. O maior desafio recairia sobre Christoph Sauser, profissional suíço cujo objetivo era vencer o campeonato mundial cross-country em junho, em Val di Sole, Itália. “Com a Epic queremos velocidade absoluta, e criar a ferramenta definitiva para o Christoph”, explicou Sinyard mais tarde.7795-18_sw_sj_ht_natural_red_stripe_l

“OS INFINDÁVEIS AJUSTES FINOS NA EPIC 2009 LEVARAM A UMA BICICLETA 680 GRAMAS MAIS LEVE DO QUE O MODELO ANTERIOR. “SE PUDERMOS DIMINUIR 6 GRAMAS COM UM NOVO DESIGN, VAMOS FAZER ISSO”, DIZ O DESENVOLVEDOR DE SUSPENSÕES MICK MCANDREWS”.

A SPECIALIZED COMEÇOU como uma empresa que consistia de um cara – um barbudo recém-formado de nome Mike Sinyard – que importava componentes da Europa. Após vender seu microônibus Volkswagen em 1974 para financiar seu negócio, Sinyard saía de bike para distribuir os componentes para as lojas na Bay Area de São Francisco (Califórnia) e para construtores de quadro emergentes. No começo dos anos 1980, a Specialized já produzia e vendia a popular Stumpjumper, a primeira mountain bike para o mercado de massa. Atualmente, Sinyard, com 59 anos, dirige um monstro corporativo que projeta e vende uma vasta linha de bicicletas – estradeiras, híbridas, cross-country, downhill, enduro, freeride, cicloturismo e ciclocross.

O projeto da Epic 2009 foi iniciado em abril de 2007 no quartel-general da Specialized em Morgan Hill, na Califórnia, uma hora ao sul de São Francisco. Ali, sob uma linha de lâmpadas fluorescentes, um grupo de caras – o Bando da Mountain Bike de Alta Performance da Specialized – se juntou para estabelecer os objetivos do projeto. O Bando é um time de construtores veteranos classe A. O engenheiro alemão Jan Talavasek é um mestre na complicada arte da fabricação em fibra de carbono; o gerente de produto Brandon Sloan compete em downhill; o líder da suspensão Mike “Mick” McAndrews ajudou a criar a primeira fornada de garfos RockShox em 1992; e o veterano de 21 anos da Specialized Robert Egger criou designs que mereceram lugar no Museu de Arte Moderna de São Francisco.

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As anotações de Sloan sobre a reunião foram comuns e misteriosas. Pelo menos um suporte de caramanhola no triângulo principal. Minimizar o peso, alcançando os objetivos de resistência, e manter a altura do quadro a menor possível. Um ponto importante foi marcado como “usp” (do inglês unique selling proposition, ou proposta incomparável para venda): a mais rápida bike cross-country com suspensão. A velocidade numa bike de alta performance vem da combinação de menor peso, melhor transmissão de força, eficiência de pedal, controle sobre terreno irregular e precisão de direcionamento. A equipe tinha 18 meses para iniciar a produção, e a missão era melhorar a efi ciência geral da bicicleta e, ao mesmo tempo, eliminar gramas onde fosse possível.

eurobike-2008-3647Uma forma de se cortar peso e melhorar a qualidade da pedalada era por meio do que a empresa rotulou de “integração total da suspensão” – eles mesmos construiriam as suspensões dianteira e traseira e as pedivelas, em vez de fi carem presos a fabricantes de componentes padronizados. Um movimento importante aqui foi a recontratação de Mick McAndrews.

O californiano de 49 anos trabalhou durante dez anos na área de pesquisa e desenvolvimento da Kawasaki antes de criar suspensões pioneiras para bikes na RockShox, Fox Racing, Specialized e Maverick American. As rodas numa mountain bike crosscountry moderna se prendem ao quadro de forma dinâmica, com suspensões dianteira e traseira que se movem para cima e para baixo sobre as pedras e irregularidades do terreno.

A suspensão ideal para um competidor o ajuda a descer mais rápido, mas não o retarda no plano e em subidas. Qualquer mecanismo de suspensão de bicicletas tem dois componentes – uma mola e um amortecedor – e, num garfo típico, cada um se encaixa em um lado do garfo. Na suspensão dianteira da Epic, uma câmara de ar comprimido atua como mola. O amortecedor, que controla o sobe-desce da mola, funciona à base de óleo, que passa através de pequenas aberturas, o que impede o retorno repentino e adiciona uma pequena quantidade de resistência.

O garfo dianteiro da Epic 2009, o E100, originou-se de uma idéia de McAndrews a respeito de design concêntrico. Ele tem os mecanismos de amortecedor e mola na mesma perna, o que elimina 77 gramas. Só esse garfo precisou de 18 meses de projeto e testes. Com o primeiro modelo Epic, a Specialized foi pioneira ao reduzir drasticamente o movimento da suspensão traseira ao se pedalar – o que era o grande problema desses sistemas, já que o balanço gerado pelo ciclista atrapalha a transferência direta da força da pedalada para força motora.pbpic2242810

Para o modelo 2009, McAndrews e sua equipe decidiram não repensar radicalmente a suspensão traseira; em vez disso, eles diminuiriam um pouco seu peso com um corpo mais esguio e incorporariam duas patentes da Specialized. Uma delas é um sistema de junção que permite à roda traseira mover-se apenas para cima e para baixo, e não para frente e para trás. Dessa forma, as fl utuações no comprimento da corrente, que atrapalham muitos sistemas, foram eliminadas.

Outra patente é o chamado “sistema inércia de válvula,” inventado por McAndrews na Specialized em 1998. Essa válvula, conhecida dentro da empresa como brain technology (tecnologia cerebral), consiste em um pequeno cilindro contendo um peso de metal que é preso à rabeira superior e conectado por meio de uma mangueira à suspensão. O impacto, de baixo para cima, gerado por terreno irregular, move o peso, abrindo uma válvula que deixa o óleo fl uir e ativa a suspensão.

Em superfícies lisas, o peso fecha a válvula e a desativa. A idéia é oferecer suspensão ao ciclista apenas quando necessário. A recompensa pelos infi ndáveis ajustes fi nos foi lenta, mas crucial. “Se pudermos diminuir 6 gramas com um novo design, vamos fazer isso”, diz McAndrews. Com estas e outras inovações, 227 gramas foram cortados da suspensão.

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Ned Overend – o embaixador da Specialized

Longevidade e lealdade são as duas palavras que melhor descrevem a lenda do mountain bike Ned Overend e seu relacionamento com a Specialized.

Aos 53 anos, o atleta, agora referenciado como “capitão”, está envolvido com a empresa há longos 20 anos.

Nascido em Taiwan, filho de um diplomata americano, Ned completou duas provas de Ironman (em 1980 e em 1981), depois de grandes esforços durante provas de maratonas (seu melhor tempo foi de 2h28min) antes de mudar para as competições de ciclismo e mountain bike.

Overend venceu o campeonato mundial de mountain bike em 1987, quando ainda não fazia parte do calendário oficial da UCI, estampando sua superioridade contra os jovens competidores da época. Nos nove anos seguintes ele conquistou seis títulos de campeão norte-americano pela NORBA. Por causa do feito, ele era chamado de “Dedly Nedly” (Ned matador) e “The Lung” (O Pulmão).

Depois, tornou-se campeão mundial de mountain bike em 1990 – já oficial pela UCI – e aposentou-se profissionalmente em 1996, no entanto, Overend nunca saiu totalmente de cena como faz a maioria dos aposentados. O atleta Specialized continuou competindo na estrada e na terra, da mesma maneira que ele fazia quando foi infectado pelo vírus das duas rodas nos anos 80.

Então, ao mudar-se para Durango, no estado norte-americano do Colorado, virou mecânico de Porsches e Volkswagens. Pai de dois filhos, Ned Overend ainda teve fôlego para vencer vários mundiais de XTerra, inúmeras corridas de ciclismo e dois campeonatos americanos de ciclocross.

Agora como um funcionário “full time” da Specialized, está envolvido em diversas atividades com a Specialized e, a principal delas é, ser o embaixador da marca e do esporte, onde participa do desenvolvimento dos produtos e gerencia os atletas campeões mundiais que vestem a camisa da empresa.

CONFIRA NA ÍNTEGRA A ENTREVISTA

1- Fale sobre sua transição de ser um atleta patrocinado pela Schwinn nos anos 80 para tornar-se parte da família Specialized.

Ned Overend – Eu competi pela Schwinn entre 1984 e 1987. Eu fui originalmente levado para lá por uma pessoa envolvida com o BMX e depois que ele saiu, eu não fiquei convencido de que a Schwinn estava comprometida com o mountain bike. Eles pensavam que as competições não passavam de um entusiasmo passageiro.

Depois, Mike Sinyard (dono da Specialized) e algumas pessoas de sua equipe de desenvolvimento de produtos vieram para Durango e me perguntaram se eu gostaria de fazer parte da equipe. Eles falaram sobre me colocar nas competições e ajudar no desenvolvimento dos produtos. Foi uma decisão muito fácil.

Agora sou um funcionário assalariado da Specialized e trabalho em diferentes áreas da empresa. Tenho contribuído no funcionamento das peças e nos testes dos produtos. Eu ajudo a explicar sobre os novos produtos para a imprensa e no lançamento de produtos aos distribuidores. Recentemente, nós trouxemos 600 distribuidores americanos e 300 distribuidores internacionais para o Colorado para introduzir a linha 2009. Estou a caminho de Tóquio para ajudar no lançamento da nova linha para centenas de distribuidores por lá.

Também ajudo a Specialized em questões de cicloativismo, em Washington-DC e no Colorado. Eu também trabalho próximo do departamento de marketing com negociações de contratos das equipes e atletas.

Eu cuido de Christoph (Sauser) e Liam (Killeen), nossas estrelas no mountain bike. Eu também gerencio contratos com Conrad Stoltz e Chris McCormarck, atletas multiesportes.

2 – Você e Hans Rey (da marca GT) são dois dos maiores embaixadores das suas empresas de bike. A que você atribui o seu carinho pela Specialized?

Ned Overend – Ficar interessado pelo trabalho é um desafio. Nos últimos anos, minha carreira está realmente envolvida com a Specialized. O mercado de estrada (speed) está gigante agora. Nós somos de uma indústria muito competitiva e existem várias categorias que estão crescendo juntas pela primeira vez em muitos anos. Para nós, as mountain bikes aro 26 sempre foram muito bem e agora existem as MTB’s com aro 29. Eu sou um dos grandes promotores das mountain bikes aro 29.

Para mim, um das melhores coisas sobre a Specialized são os desafios. Uma coisa Mike Sinyard tem feito muito bem, que é contratar as pessoas mais talentosas no desenvolvimento de produtos, engenharia e marketing. Essas são algumas das razões pelas quais eu tenho ficado “preso” na Specialized por tanto tempo. Eu adoro variedade e não tenho muito tempo para competir como no passado, então, tenho me mantido longe do esporte de alto desempenho. Uma das coisas que eu realmente gosto é não ter a pressão de precisar vencer as corridas.

3 – Como você escolhe os eventos que participa atualmente?

Ned Overend – Eu cruzo as datas com minha agenda de viagens. Sempre tem alguma coisa acontecendo na Califórnia ou no Colorado, onde muitas das viagens me levam. Eu tenho um bom nariz para farejar os eventos.

4 – Como a idade mudou sua forma de treinar?

Ned Overend – Eu percebi que tenho que treinar menos. Eu pedalo cerca de 10-12 horas por semana. Eu tenho viajado muito nestes dias, então, tenho que me exercitar quando posso.

Eu acredito em pedalar forte, com intensidade. E quando uma pessoa envelhece, ela tem que se permitir mais tempo para recuperar. Eu adoraria fazer uma pedalada de três horas com minha mountain bike agora, mas minha agenda não permite. A nutrição é também outra parte importante da minha rotina.

5 – Em que freqüência você vê o que come (vomita)?

Ned Overend – Eu sou muito sortudo, pois tenho um ótimo metabolismo. Eu prefiro sempre consumir frutas e vegetais frescos e muita proteína. Minha nutrição pós-corrida e pós-treino conciliado com uma hidratação apropriada é o meu grande segredo. Quanto mais intenso eu treino, eu presto mais atenção nos alimentos que consumo.

6 – O que mais te motiva: speed ou mountain bike?

Ned Overend – Na verdade, a combinação dos dois. Isso é o que me mantém leve, fresco. Eu também curto muito ciclocross. Pedalar uma mountain bike numa trilha singletrack será sempre uma experiência incrível para mim.

7 – Você certamente mantém aceso seu lado competitivo. Por acaso seu filho Rhyler Overend tem a mesma paixão por duas rodas?

Ned Overend – Ele ama pedalar e anda muito. Ele não tem a mesma paixão que tenho pelas competições. Para ele todo treinamento para o downhill é muito inconveniente. Ele ama apenas pedalar.

8 – Você obviamente já gastou muito tempo no selim. Em sua opinião, quais são as melhores inovações desde que você competia? Pode ser na terra, no asfalto ou os dois.

Ned Overend – A inovação aconteceu lentamente. Eu me lembro do grande salto da tecnologia quando eu pedalei minha última mountain bike full suspension. Ela é tão eficiente e leve. Hoje, as bikes full suspension estão mais leves do que as bicicletas rígidas que pedalava nos anos 80. Os pedais de encaixe e os câmbios indexados são importantes, mas as full suspension estão no topo da evolução.

9 – Qual bike você escolhe para pedaladas casuais?

Ned Overend – No último ano tenho estado tão ocupado que eu realmente não tenho saído para pedalar casualmente. Eu tenho trabalho no novo modelo Epic e antes disso na Stumpjumper. Estou focado em ajudar no desenvolvimento da plataforma de suspensão, então, o tempo no selim tenho usado pra me concentrar no trabalho do que simplesmente pedalar sem compromisso.

10 – Todos te conhecem pela ligação com a Specialized e se surpreendem ao descobrirem que você faz parte da confecção Bouré Bicycle. Há quanto tempo você e Drew Bourey trabalham juntos?

Ned Overend – Mais ou menos desde 1982. Eu me envolvi com a empresa em 1992 e Bouré é uma empresa pequena, mas é como gostamos que ela seja. Todas nossas peças são fabricadas em Durango. Nós focamos em produtos de qualidade para entusiastas.

11- Fale sobre a cultura da bike em Durango e por que você escolher morar lá por tanto tempo?

Ned Overend – Durango é uma cidade incrível para ciclistas: speed, mountain bike ou ciclocross. Eu mudei pra lá antes de realmente entrar no ciclismo. Originalmente, foi para escalar nas rochas. Nossas pedaladas noturnas de quinta-feira está repleta de atletas profissionais de equipes diferentes, incluindo a BMC, Kelly Benefits, Jittery Joe’s, HealthNet e a Colavita. Todos pedalam uniformizados. Bob Roll mora ali também e pedala quando está na cidade. Existem várias corridas locais para deixar a comunidade feliz.

O clima nem sempre permite pedaladas ao ar livre, mas para aqueles que gostam de viver nas montanhas, o esqui nórdico é outra modalidade magnífica. A saúde atlética de Durango é muito vibrante.

12 – Quem é seu melhor amigo?

Ned Overend – Definitivamente minha mulher Pam. Nós estamos juntos há 27 anos. Nós temos dois filhos e ela já está acostumada com minha agenda de viagens. Ela sempre teve uma vida própria e sua própria identidade, o que é muito importante. Ela é enfermeira e gosta de viajar, mas é seletiva. Ela não precisa estar totalmente atrelada a minha vida.

Texto original: Gary Boulanger (BikeRadar.com)
Tradução: http://www.specialized.com.br Fotos: Arquivo pessoal Ned Overend

Ned Overend in 2008.

Promoção de Natal Loja Ciclo Miroir

O Calango Bikers acabou de firmar uma parceria que vai proporcionar a nossos leitores algumas boas oportunidades!
A tradicional loja fica em Taguatinga Norte, na praça do DI.
Seu proprietário é Eder Vieira, cuja entrevista já publicamos aqui.
Lembrando que essa promoção é válida para os leitores do Calango que apresentarem impresso o referido banner abaixo da promoção.

Vistem a loja e conheçam a linha de bikes, produtos e peças
Dados da loja:

Ciclo Miroir
Praça do DI Taguatinga
Fone: 30331901
www.ciclomiroir.com.br
ciclomiroir@gmail.com

Feliz Natal a Todos do Calango Bikers

Feliz Natal a Todos do Calango Bikers

 

 

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O desconto de 7% será facultado para quem comentar na loja que viu a promoção no Calango Bikers! Aproveitem!


CONFIRAM ABAIXO A TABELA DE PREÇOS COM A PROMOÇÃO MIROIR/CALANGOS    
Preço Preço
MODELO / DESCRIÇÃO Normal Desconto
Garrafa p/ hidratação BETTER BOTLLE 750 ml. – AZUL                79,00 73,00
Garrafa p/ hidratação BETTER BOTLLE 750 ml. – PRETO                79,00 73,00
Garrafa p/ hidratação BETTER BOTLLE 750 ml. – VERDE                79,00 73,00
Garrafa p/ hidratação PODIUM 600 ml. CINZA         49,00 45,00
Garrafa p/ hidratação PODIUM 600 ml. TRANSPARENTE C/ PRETO              49,00 45,00
Garrafa p/ hidratação PODIUM 600 ml. TRANSPARENTE C/ ROSA                
49,00 45,00
Garrafa p/ hidratação PERFORMANCE translúcida 650 ml. AZUL              49,00 45,00
Garrafa p/ hidratação PERFORMANCEtranslúcida 650 ml. VERMELHO              49,00 45,00
Garrafa p/ hidratação PERFORMANCE translúcida 650 ml. CINZA               49,00 45,00
Hydrobak 1,5 L. VERDE LIMÃO              175,00 163,50
Classic 2,0 L. VERMELHO              239,00 223,00
Rogue 2,0 L. PRETO               

314,00 293,50
Velocity 2,1 L. PRETO              352,00 329,00
Velocity 2,1 L. VERMELHO              352,00 329,00
Lobo 3,0 L. MARROM C/ PRETO              416,00 388,80
Charm 1,5 L. AZUL CLARO              174,00 162,00
Octane XC 1,5 L. VERMELHO/PRETO/CINZA               

504,00 470,00
Stamina I – suporte cintura c/ garrafa 650 ml. – AZUL C/ CINZA              201,00 187,00
Stamina I – suporte cintura c/ garrafa 650 ml. – ROSA C/ CINZA              201,00 187,00

 

Pegando carona aqui na guia de promoções da Miroir destaco um lançamento fantástico para 2009, para a molecada 😉

 

Um dos melhores lançamentos para 2009!

Um dos melhores lançamentos para 2009!

A Bichiclo* é como se fosse uma bicicleta, mas, na verdade é um brinquedo extraordinário de duas rodas confeccionado em madeira com acabamento manual. Este brinquedo de enorme sucesso na Europa.  A Bichiclo é um brinquedo extraordinário para crianças à partir de 2 anos, desenvolvido para atender as condições motoras desta idade , da melhor forma. Brincando a criança faz suas primeiras experiências de equilibrio. Os primeiros movimentos serão com os pezinhos no chão, mas, aos poucos os impulsos serão mais fortes e sem perceber estarão se equilibrindo sobre duas rodas. A leveza e simplicidade de seu desenho, permitem uma rápida coordenação e agilidades de movimentos. Nas bicicletas convencionais para esta idade, os pedais, freios e rodinhas laterais confundem e inibem a sensação de equilibrar-se. Com a Bichiclo, rapidamente as crianças se sentirão muito mais seguras e confiantes para brincar com entusiasmo.

  • Fácil de ser carregada. 
  • Giro máximo do guidão de 60°, para evitar viradas bruscas. 
  •  Muito utilizada na Alemanha, em clínicas de fisioterapia. 
  •  Altura do banco regulável. 
  •  Eixos em alumínio com rolamentos. 
  •  Design moderno. 
  •  Aprovada pelo Inmetro.
  • Cores: Amarela/Vermelha /Azul/ Natural

Disponibilidade de cores: Consulte-nos  

Éder Vieira 
CICLO MIROIR
Fones: (61) 3033-1901 — 8411-4575
       www.ciclomiroir.com.br 
Brasília – DF
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Feliz Natal Bikers!!

Pois é mais um Natal chegando!

Será se é o meu capacete para DH?

Será se é o meu capacete para DH?

Será se hoje ainda é visto como uma data importante? Ou será apenas consumismo?

Olha realmente eu não sei! Da mesma forma que percebo que o mundo quer mudar! Quer aprimorar suas ações, percebo que existe ainda uma grande parcela que apenas visa o benefício proprio!

O que realmente é o Natal? Compras? Ou estar ao lado de quem você realmente gosta!

Ter aquele carro do ano? Ou poder desfrutar de momentos únicos de alegria com quem você deseja!

Já vi muitas pessoas, que possuiam uma enorme quantia de dinheiro, não conseguir ser feliz, nem muito menos conseguir salvar a si mesmo de doenças graves e complexas!

Dinheiro não é tudo! Ele é necessário LÓGICO! Mas ele é apenas um complemento!

Da mesma forma nessa época do ano, percebo que muitas pessoas se fecham! Não conseguem sequer compartilhar um alô ou um abraço! Ficam medo de estarem perdendo algo!

Por favor! Cueca não!!! Cadê minha bermuda VO2!!

Por favor! Cueca não!!! Cadê minha bermuda VO2!!

Garanto que é algo inerente ao que somos hoje como seres humanos! De que forma chegamos a isso? Anos de evolução, ou involução? A mesquinharia muitas vezes toma conta de todos, forçando, sim cada um viva dentro de uma concha! Recluso dentro de si em um receptáculo de solidão!

E o pior, muitos querem mudar o jeito de ser apenas nessa data!! Quem aqui não detesta aquelas festas de fim de ano do trabalho kkkkkkk! Muitos sofreram um bocado e ai quando chega essa data “VAMOS CONFRATERNIZAR!!”

Natal não é isso! Natal é apenas ter Deus dentro de nós mesmos e com humildade aceitar as alegrias e mazelas da vida! Agradecer todos os dias pro tudo o que ocorre em nossa vida! Evoluir sempre! Mas sempre mesmo em pensamento e ações! Ter em nossos corações que não estamos sozinhos! E que temos e podemos ter Deus em nossas vidas!

Seja qual for o seu crédulo: Espírita (eu sou espírita), Católico, Evangélico, Budista, Ubandista, Induísta e etc …. saibam e acreditem que existe apenas um ÚNICO ser em comum a todos que é Deus! Ninguém possui a resposta para tudo! Apenas Ele!

É com esse sentimento que em nome do Calango Bikers desejo a todos um Natal de Muita paz, luz, energias positivas e que exatamente as “00:00 de 24/25 de Dezembro” além dos presentes e da ceia, lembre-se realmente do verdadeiro motivo dessa data o Nascimento do Menino Jesus! Aquele que deu a vida por nós!

Vivam o Verdadeiro Espirito de Natal!

Vivam o Verdadeiro Espírito de Natal!

Da mesma forma que 2009 seja um ano em que cada um consiga definir suas metas de vida! Que alcançem realmente o que desejam, dentro do que for possível. Valorizem todas as suas ações! Quando pensarem assim: “Em 2009 vou trocar minha bike hard por uma full com suspa de 160 mm de curso!!” Não venha se desanimar, caso não consiga, pois tente ver que “TALVEZ” tu tenhas conseguido economizar mais da metade de grana! Ou que conseguiu fazer a festa de niver de sua filha! Ou que ajudou alguem muito querido com medicação! Em resumo! Não podemos ficar derrotados por nada! Sempre pensamento positivo!

Eu vou parar por aqui senão vou continuar a escrever o dia todo! 😉

De qualquer forma preparamos aqui uma galeria de possíveis bons presentes que nós bikers gostariamos de ganhar! kkkkkkkk Espalhem ai para seus familiares e torçam para que eles acertem ahuahuahuahuaahuahuahuahuaahu

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Confiram aqui as lojas que o Calango Bikers indica neste Natal.
Poderão encontrar muitas novidades e promoções especiais de Natal.

Confiram o nosso Especial de Natal com dicas de presentes para quem realmente adora pedalar!

  • VÍDEOS

Um dos Melhores Filmes Já feitos para o mundo das Bikes! Da galera The Collective

Um dos Melhores Filmes Já feitos para o mundo das Bikes! Da galera The Collective

Descubra que realmente é possivel pedalar em qualquer situação climática! Mais um sucesso The Collective

Descubra que realmente é possível pedalar em qualquer situação climática! Mais um sucesso The Collective

Um documentário feito em 2007 narrando na integra todo o campeonato mundial de Downhill!

Um documentário feito em 2007 narrando na íntegra todo o campeonato mundial de Downhill!

New World Disorder 9 - Lançamento mundial do filme considerado o melhor da série Disorder

New World Disorder 9 - Lançamento mundial do filme considerado o melhor da série Disorder

  • VESTUÁRIO

Camisa ASW para Downhill

Camisa ASW para Downhill

Bermuda da Bike Is My Life para Freeride

Bermuda da Bike Is My Life para Freeride

Camisa FOX para Mountain Bike

Camisa FOX para Mountain Bike

Camisa para MT Femininda da VortX. Com absorção de suor e ventilação.

Camisa para MT Femininda da VortX. Com absorção de suor e ventilação.

Colete Bikejacket TSG. Para Downhill e Freeride!

Colete Bikejacket TSG. Para Downhill e Freeride!

  • ACESSÓRIOS

Capacete Suomy. Conforto, segurança e antiestilhaço

Capacete Suomy. Conforto, segurança e antiestilhaço

Top de Linha da Specialized! Arrojado e com design matador

Top de Linha da Specialized! Arrojado e com design matador

Suporte para garrafa Bontrager

Suporte para garrafa Bontrager

Pedale em familia! Confira a linha dos capacetes infantis!

Pedale em família! Confira a linha dos capacetes infantis!

Sapatilha Diadora Pro Racer Chrome

Sapatilha Diadora Pro Racer Chrome

Ciclo Computadore Cateye Wireless

Ciclo Computadore Cateye Wireless

Nossa lindas mulheres merecem! Mochila de hidratação Skeeter Camelbak

Nossa lindas mulheres merecem! Mochila de hidratação Skeeter Camelbak

Cadeirinha Maxxum traseira para bicicleta desenvolvida em polietileno de alta resistência.

Cadeirinha Maxxum traseira para bicicleta desenvolvida em polietileno de alta resistência.

Bicicletas inteligentes terão sistema regenerativo

Fonte Original: MIT – http://web.mit.edu/newsoffice/2008/biking-1010.html

Pesquisadores do MIT, nos Estados Unidos, estão adaptando para as bicicletas o sistema regenerativo já utilizado nos carros de Fórmula 1 e nos veículos híbridos e elétricos.

Sistema regenerativo para bicicletas

O sistema regenerativo captura a energia criada durante as frenagens, liberando-a quando os veículos precisam acelerar, economizando combustível e aumentando o rendimento.

Agora as bicicletas poderão contar com o mesmo sistema. A energia cinética dos freios é transformada em energia elétrica, que aciona um motor elétrico auxiliar nos momentos de maior esforço do ciclista.

O sistema todo, incluindo as baterias onde a energia é armazenada, fica num invólucro localizado no cubo da roda traseira. Esse projeto compacto permitirá que o equipamento seja utilizado em virtualmente qualquer bicicleta, mesmo naquelas fabricadas antes da criação do “cubo inteligente.”

Identificação eletrônica de bicicletas

O equipamento regenerativo para bicicletas foi desenvolvido dentro de um projeto de pesquisa que está transformando a vida dos ciclistas na cidade de Copenhague, na Dinamarca. Cada bicicleta receberá uma etiqueta eletrônica de identificação que permitirá seu rastreamento e monitoramento dos locais e distâncias percorridas.

O lado mais interessante do projeto é a interação entre os ciclistas que o novo sistema permitirá. O sistema central de controle e rastreamento das etiquetas eletrônicas permitirá que cada ciclista localize todos os outros com os quais ele cruzou durante o dia ou aqueles que fazem o mesmo trajeto.

rear bicycle wheel
Visão explodida do cubo traseiro da bicicleta inteligente. Um motor regenerativo é usado para capturar a energia criada durante a frenagem e liberá-la durante as pedaladas, de uma forma semelhante à utilizada pelos veículos híbridos.[Imagem: Michael Lin/MIT]
Eu cruzei seu caminho

“Nós desenvolvemos uma aplicação no Facebook, chamada ‘Eu cruzei seu caminho’, que cria uma rede social para os ciclistas, permitindo que eles se conectem com pessoas com as quais pedalaram juntos durante o dia, potencialmente estabelecendo novas conexões,” diz a pesquisadora Christine Outram, que coordena o projeto.

Christine Outram
Christine Outram

Além de monitorar as distâncias percorridas, o sistema de etiquetas inteligentes dará a cada ciclista um crédito, em um mecanismo parecido com os sistemas de milhagem utilizados pelas companhias aéreas. Ao acumular um determinado número de pontos o ciclista fará jus a um ano de cereais matinais de graça.

Impacto ambiental das ações individuais

“O simples ato de compartilhar essa informação e mostrar aos indivíduos o impacto ambiental de suas ações pode ser muito forte. Pesquisas têm mostrado que as alterações comportamentais são uma das mais poderosas forças para lidar com as mudanças climáticas e reduzir as emissões de carbono,” afirma a pesquisadora.

Em última instância, o monitoramento preciso das atividades urbanas poderá permitir às cidades entrar em esquemas de comercialização de cotas de carbono. As cidades poderão obter fundos para ações sustentáveis em troca de seus esforços para diminuir as emissões de carbono.

O impacto poderá ser considerável porque as cidades abrigam cerca de metade da população mundial, mas são responsáveis por uma fatia bem maior da emissão total de carbono causada pelo homem.